GAROTO DE 13 ANOS PEGA ARMA DO PAI E DISPARA CONTRA ROSTO DO AMIGO

outubro 12, 2026 7:40 pm

Um adolescente de 14 anos foi atingido por um tiro no rosto e socorrido em estado grave na tarde de Sábado (10/10), em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. O disparo ocorreu após outro garoto, de 13 anos, acessar uma pistola do pai, que é Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), segundo a Polícia Civil e o Ministério Público (MPSC).

O menino baleado foi socorrido pelo Serviço Aero policial (Saer) e levado ao Hospital Regional do Oeste, onde passou por cirurgia.

Já o garoto que teria disparado o tiro foi internado provisoriamente e é investigado por ato infracional análogo à tentativa de homicídio.

De acordo com o delegado Rodrigo Moura, o pai não estava em casa no momento do disparo e deixou a arma registrada em lugar de fácil acesso. Segundo o investigador, o menino autor estava com amigos, irritou-se com a bagunça no local, pegou a arma de fogo e acertou um dos colegas.

“Em relação ao adolescente autor, o delegado de polícia de plantāo autuou ele por ato infracional análogo ao crime de homicídio tentado doloso e pediu a sua apreensão cautelar. O pedido foi deferido e o adolescente foi encaminhado ao CASEP, onde permanecerá pelos próximos dias, a princípio”, disse.

Em nota, a defesa da família do garoto responsável pelo tiro informou que ele e a vítima eram melhores amigos e que o disparo foi acidental. Disse ainda que o “fato trágico aconteceu em um momento de brincadeira”

O disparo foi provocado por uma pistola calibre 9 milímetros. O pai do adolescente, proprietário da arma, é investigado por omissão de cautela na guarda de arma de fogo, crime previsto no Estatuto do Desarmamento, informou o MP.

O que diz o Ministério Público

Após o caso, o MP solicitou a internação do adolescente autor do disparo e sustentou que há indícios suficientes de autoria e materialidade para o enquadramento do caso.

O órgão também destacou a gravidade do caso, a necessidade de proteção integral dos envolvidos e a insuficiência de medidas mais leves diante das circunstâncias apuradas.

Além da internação provisória, solicitada pelo promotor de Justiça Wesley da Silva Müller, o MPSC pediu uma avaliação psicossocial e o acompanhamento psicológico do adolescente internado, além de atendimento psicológico para os pais.

Fonte: G1 SC