Remédio mais caro do Brasil, de R$ 11 milhões, é aplicado pela primeira vez no SUS

fevereiro 22, 2025 11:32 am
O SUS (Sistema Único de Saúde) realizou as primeiras infusões do medicamento de alto custo Elevidys (delandistrogeno moxeparvoveque).
De acordo com o Ministério da Saúde, duas crianças com distrofia muscular de Duchenne receberam o medicamento nesta semana no HCPA (Hospital de Clínicas de Porto Alegre), referência no tratamento de doenças raras.
O Elevidys é o remédio mais caro do Brasil. O valor de comercialização de cada dose, conforme definido pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), foi estabelecido em R$ 11 milhões.
Com a aquisição e aplicação do medicamento, o governo federal cumpre ordem do STF (Supremo Tribunal Federal) de administrar o Elevidys a pacientes que atendam aos critérios para recebê-lo. O medicamento, desenvolvido para estabilizar a função muscular, ainda que de forma parcial, é indicado para crianças com idade entre 4 e 7 anos.
A distrofia muscular de Duchenne é uma doença genética rara, que acomete principalmente crianças do sexo masculino. Essa alteração genética é caracterizada pela falta ou alteração de uma proteína no músculo, a distrofina, que causa o principal sintoma da doença: fraqueza muscular. A condição pode levar à perda progressiva de habilidades motoras, como correr, pular e subir escadas.
Até então, o uso de corticoides para retardar a progressão da fraqueza muscular era o único tratamento disponível no país.
Os dois pacientes terão acompanhamento médico e cuidados para a avaliação da efetividade da terapia. O Ministério da Saúde afirma que as evidências disponíveis sobre o Elevidys ainda são limitadas e que o tratamento tem sido debatido pela comunidade científica.
A expectativa, segundo a neurologista infantil Michelle Becker, responsável pelo Ambulatório de Doenças Neuromusculares do HCPA, é estabilizar ou tornar a progressão da doença mais lenta.
Fonte: bonde.com.br